A proximidade da segunda-feira, depois de um final de semana de descanso ou de trabalho, faz com que as pessoas considerem o domingo como a pior noite de sono. Pesquisa realizada pela rede de hotéis britânica Travelodge mostrou que 60% dos entrevistados têm dificuldades para dormir no primeiro dia da semana porque sabem que terão que trabalhar no dia seguinte.
Outros 25%, por sua vez, vão mais longe e simplesmente ligam para a empresa para dizer que estão doentes ou para pedir folga na segunda-feira, por causa da noite mal dormida. Por outro lado, a melhor noite de sono, de acordo com a pesquisa, é a de sexta-feira, após o término da semana de trabalho.
Consequências
De acordo com o presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida), Alberto Ogata, já está comprovado que o período de sono é de intensa atividade cerebral e hormonal. "As pessoas precisam dormir para restabelecer até mesmo o equilíbrio hormonal." Por este motivo, as conseqüências de uma noite mal dormida são várias, desde alteração de humor até a falta de apetite.
A pesquisa corrobora a afirmação de Ogata ao mostrar que uma noite mal dormida foi apontada por 46% dos entrevistados como a responsável por gerar falta de concentração da pessoa no trabalho. Outros 30% afirmaram que ficam irritados quando o sono está atrasado.
Além das conseqüências psicológicas, muitas pessoas acabam sendo prejudicadas fisicamente, com enxaqueca, problemas gastrointestinais e processos alérgicos. "Isso acontece quando a insônia é crônica, mas quando é aguda, as conseqüências são mais relacionadas ao humor", disse Ogata.
Melhor remédio
A pesquisa mostrou que 20% dos 3.500 participantes da pesquisa disseram que tiram uma soneca na mesa de trabalho. Este não é o melhor remédio para quem tem insônia nem para quem está com o sono atrasado.
Segundo o presidente da ABQV, hábitos saudáveis devem ser adotados para melhorar a qualidade do sono. "O profissional deve fazer relaxamento, alongamento, ter uma alimentação saudável e deve evitar trabalhar na cama. Quem faz atividade física, por exemplo, tem um sono melhor", afirmou.
Várias abordagens podem ser feitas para melhorar a insônia. O Brasil é um dos países onde mais se consomem tranquilizantes, mas o uso de medicamentos deve ser a última alternativa, de acordo com Ogata.
Fonte: Infomoney
Impacto que uma noite mal dormida tem no seu trabalho
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Insônia
A insônia é o termo mais utilizado para descrever um problema relacionado com o sono, podendo ser classificada em três categorias:
Transitória:
É a mais comum e geralmente manifesta-se em qualquer pessoa em momentos que antecedem um evento importante, como: um exame, uma entrevista de trabalho ou a final de um campeonato.
De curto prazo:
É a insônia que persiste durante várias semanas e nasce de uma situação de estresse ou de crise, tal como a doença de um membro da família ou a perda do emprego.
De longo prazo:
Denomina-se crônica e pode trazer sofrimento por meses e às vezes por anos.
Em todas as suas manifestações, a insônia envolve a pessoa em um círculo vicioso; sente-se muito preocupada por não poder dormir e não dorme porque está muito preocupada.
Em três categorias, a insônia pode ser tratada e curada. Não é aconselhável a automedicação.
E se a insônia supera a categoria de curto prazo, aconselha-se analisar a situação com um médico.
A cama é lugar para dormir. Algumas medidas simples são capazes de tornar o quarto um ambiente convidativo para o bem-dormir e afastar substâncias e atitudes estimulantes. É o que os médicos chamam de higiene do sono e de controle de estímulos. Evite assistir televisão no quarto. Ainda melhor é levar o aparelho para a sala. A luminosidade da tela é acusada de instigar a insônia em algumas pessoas.
Uma pesquisa concluída em junho na Universidade de Akita, no Japão, iluminou ainda mais a questão. Os médicos de lá descobriram que estudantes que jogavam videogame à noite tinham níveis menores de melatonina, o hormônio que induz ao sono.
No Japão, segundo um outro estudo recente, 53,7% dos usuários da Internet passaram a dormir mais tarde e 45% deles tiveram menos horas de sono.
Sete homens jovens, com uma média de 24,7 anos, para testar a relação entre luminosidade dos jogos eletrônicos e a dificuldade de pegar no sono.
O resultado, em resumo, aponta que jogar videogame em telas brilhantes suprime as alterações noturnas da concentração de melatonina e de outros indicadores do relógio biológico dos seres humanos.
O alongamento antes de dormir deveria fazer parte da rotina de todos, pois atua diretamente nos músculos, deixando-os relaxados. A sensação de desconforto e as dores provocadas pela tensão muscular dificultam o sono.
Se ainda estiver difícil pregar o olho, mesmo depois de tantas dicas, não há outra saída: saia da cama e vá fazer algo relaxante. Volte para lá apenas quando estiver sonolento, pois passar muito tempo acordado no leito, tentando dormir, não ajuda nada.
Outra atitude, digamos, sonoterapêutica é manter uma rotina regular, com horários certos para comer, tomar remédios ou praticar qualquer tipo de atividade. Métodos como a reflexologia, que trata-se de uma massagem nos pés utilizando o toque para fazer com que o organismo volte ao seu estado natural de equilíbrio e relaxamento.
A massagem pode contribuir para afastar os distúrbios do sono, pois ajuda a amenizar o estresse.
Também realizaram um estudo sobre técnicas de relaxamento e ansiedade, onde foram utilizados exercícios respiratórios da pranayama, a linha indiana da ioga. Percebeu-se que depois de três meses de treinamento o grupo observado teve uma redução no nível de ansiedade de 50,7 para 38,3, de acordo com um teste específico de mensuração, o Idate.
Indicar exercícios físicos ajuda a melhorar a qualidade do sono, mas fazemos uma advertência importante: evite essas atividades próximas ao horário de dormir. Para aqueles que não costumam praticar esportes, os treinos noturnos fortes podem causar insônia. O exercício provoca a liberação das cotecolaminas, como a noradrenalina, dopamina e adrenalina. São estimulantes que dificultam o adormecer.
Os músculos não acostumados com esforço podem chegar ao estágio de fadiga, o que é sinônimo de dor e desconforto.
Quanto maior a temperatura corporal, menor é a produção e a liberação da melatonina, hormônio que ajuda na indução do sono.
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A importância do Sono
Passamos cerca de um terço de nossa vida dormindo. Dormir bem é essencial não apenas para ficar acordado no dia seguinte, mas para manter-se saudável, melhorar a qualidade de vida e até aumentar a longevidade.
Os médicos sabem que o processo do sono é regido por um relógio biológico ajustado num ciclo de 24 horas. Os ponteiros desse mecanismo são moldados geneticamente e sua sincronia depende de fatores externos, como iluminação, ruídos, odores, hábitos, tipos de colchões, vida social etc.
Os especialistas acreditam que a principal peça dessa engrenagem é a melatonina - hormônio produzido no cérebro pela glândula pineal. Ele começa a ser secretado assim que o Sol se põe, como um aviso para o organismo se preparar para “dormir”.
Quando o processo tem início, a temperatura cai de 1 a 2o C e a pressão arterial também sofre uma leve queda. Daí ao primeiro cochilo é um piscar de olhos.
Em 1953, descobriu-se a existência de uma fase de sono profundo, justamente quando sonhamos. A novidade foi batizada de REM (Rapid Eyes Moviment - Movimento Rápido dos Olhos). Hoje os cientistas já sabem que o sono se divide em cinco fases, repetidas em ciclos, durante a noite.
Nosso desempenho físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma madrugada em claro é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida. Ou seja: sem o merecido descanso, o organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas.
Em estudo realizado pela Universidade de Chicago - EUA, onze pessoas com idades entre 18 e 27 anos foram impedidas de dormir mais de quatro horas durante seis dias. O efeito foi assustador. No final do período, o funcionamento do organismo delas era comparável ao de uma pessoa de mais de 60 anos. E os níveis de insulina eram semelhantes aos dos portadores de diabetes.
Em pesquisas de laboratório, ratos usados como cobaias não agüentaram mais de dez dias sem dormir. A conseqüência: morte por infecção generalizada.
Enquanto ficamos na cama, uma espécie de exército de reconstrução atua recuperando as “baixas” acumuladas no período que ficamos acordados. Isso prepara o corpo para a guerra do dia seguinte.
Durante o sono profundo, as proteínas são sintetizadas em grande escala. Isso tem o objetivo de manter ou expandir as redes de neurônios ligados à memória e ao do crescimento. Este garante ao indivíduo longevidade com maior jovialidade. Também regula os níveis de outras substâncias responsáveis pela regeneração de células e cicatrização da pele.
aprendizado. Nesse processo, o cérebro comanda a produção e a liberação de hormônios, como a melatonina e o próprio hormônio do crescimento. Este garante ao indivíduo longevidade com maior jovialidade. Também regula os níveis de outras substâncias responsáveis pela regeneração de células e cicatrização da pele
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